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Repórter analisa situação de Cuca em recomeço: “Vê a pressão de cima”

30 de novembro de -0001
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Depois da demissão de Eduardo Baptista do cargo de técnico do Palmeiras, Cuca retornou ao clube e foi apresentado no início da tarde desta terça-feira. Um dos pontos-chave da coletiva aconteceu quando o treinador afirmou que a equipe está “autopressionada” e que tem necessidade de disputar títulos, mas não obrigação. A declaração e a pressão em cima do treinador comparada com a de seu antecessor foram motivos de debate no “Seleção SporTV”.  Alexandre Lozetti, repórter do Globoesporte.com, analisou a pressão menor que Cuca sofre neste momento e comparou a situação do treinador com a mesma vivida por ele no último ano, especialmente na primeira metade de temporada, quando o Palmeiras acumulou maus resultados nas competições que disputou. Lozetti crê que, no ano passado, a pressão estava sobre os jogadores e Cuca, fato que não ocorre esse ano. Para ele, o treinador agora “vê a pressão de cima”. (assista ao vídeo).

– No ano passado, quando ele prometeu o título brasileiro, também havia uma pressão e uma cobrança forte em cima dele. Essa diferença era fundamental, porque ele tinha perdido de 4 a 1 para o Água Santa, e ele embora tenha melhorado o time naquele restinho de primeira fase da Libertadores não conseguiu classificar o time no grupo, perdeu jogo no Uruguai. Então a pressão era também em cima dele, hoje ele está em uma situação onde ele vê a pressão de cima. “Eu voltei para salvar todo mundo dessa maluquice”, porque é a impressão que se passa – analisou.

Já o comentarista Luiz Ademar foi contra a visão do novo comandante palmeirense e afirmou que não há problema em se considerar favorito por conta do elenco da equipe.

– Você chegar no Palmeiras, que eu duvido que alguém pense ao contrário que é o melhor elenco do Brasil e falar que você não é o favorito, claro que é favorito. Qual que é o problema? De falar que em um jogo você é favorito, que em um campeonato você é favorito. Ninguém precisa ganhar todos, mas falar isso aí é “discursinho furado, boleirão”, eu não caio nessa não. Chegou lá, tem a obrigação de brigar pelo título da Libertadores, de chegar na zona de Libertadores do Brasileiro. Agora, obrigação no sentido de que ele tem um elenco a disposição. Pode ser que, em um dia infeliz como o da Ponte Preta, você vá, tome de três e não chegue. Mas falar que não é o favorito em nenhum desses, chegar com “miguézinho” de “Eu não sou o salvador da pátria”, a torcida do Palmeiras o tempo todo pressionou o Eduardo por causa do Cuca – afirmou.

Outro a comentar sobre a chegada de Cuca ao Alviverde, Rafael Marques, da Rádio Globo, ressaltou que o elenco do Palmeiras sofreu alterações desde a saída do treinador, em dezembro do ano passado. Para Rafael, trocar jogadores por outros de nível igual ou superior não significa que o elenco irá manter o nível de rendimento. Ele ainda avaliou que Eduardo Baptista não teve tempo suficiente para remontar o elenco.

– Futebol não é uma ciência exata e não dá para você simplesmente pressupor que perdendo algumas peças e repondo com outras de igual qualidade ou superior você vai manter o desempenho de um time. O Palmeiras foi campeão brasileiro e deu liga com aquela formação, não é o time que está jogando atualmente. É um time sem o Gabriel Jesus, que foi vendido, sem o Moisés, que está machucado, é um time já alterado. Claro que vieram jogadores de qualidade, mas o tempo é uma coisa necessária para que você dê um novo formato adaptado às peças que hoje estão a disposição do treinador. Tempo esse que o Eduardo Baptista não teve, sejamos muito francos – considerou.

Veja também:> Brasileirão começa com apenas três técnicos campeões da competição

No entanto, mesmo com as ressalvas, Rafael Marques acredita que a “solução conhecida” que é a chegada de Cuca pode dar certo, muito por conta da capacidade do treinador de conseguir tirar o melhor de cada atleta, em sua visão.

– Estão tentando remediar com uma solução conhecida, clássica e que eu acho até que pode dar certo, porque uma das grandes vantagens que o Cuca tem no seu modo de trabalhar é saber exatamente extrair das peças que ele dispõe a melhor formação coletiva. Esse é o mérito que a gente tem que ressaltar – finalizou.

Em sua segunda passagem pelo Verdão, Cuca já começa a dar sua cara para a equipe, que estreia no Campeonato Brasileiro no próximo domingo, em partida contra o Vasco, na Arena do Palmeiras. O treinador já dirigiu a equipe em 51 partidas, com 29 vitórias, 11 empates e 11 derrotas.

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