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Seis motivos que fazem Eduardo, Keno e mercado optar pelo Palmeiras

30 de novembro de -0001
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De quase rebaixado à segunda divisão nacional em 2014 a local de trabalho predileto no futebol brasileiro. Depois de ter sofrido muito há alguns anos para seduzir o mercado – tendo que se contentar com alternativas de segunda ou terceira linha –, o Palmeiras hoje em dia é a primeira opção da maioria dos técnicos e jogadores.

Não é só – é também – o atual potencial financeiro que explicada essa guinada. Além de ter dinheiro para atrair ou convencer potenciais alvos, o clube se vale de muitos outros argumentos, alguns deles que, de tão conhecidos, são até desnecessários para o bom negociador que é o diretor de futebol Alexandre Mattos.

O GloboEsporte.com lista abaixo alguns dos motivos que levaram, por exemplo, o técnico Eduardo Baptista – que recusou o Corinthians no meio da temporada – a deixar a Ponte Preta para ser o sucessor de Cuca. Ou motivos que fizeram o atacante Keno preferir a camisa alviverde – em vez de vestir o uniforme do Santos e de outras equipes interessadas em seu futebol – e que também tornam grande a lista de especulações nesta época.

Saúde financeira

Não é o único motivo, mas um dos alicerces. Depois de se reerguer com ajuda de Paulo Nobre, presidente até a última quinta-feira, que tirou cerca de R$ 200 milhões do próprio bolso, entre empréstimos e contratações, o Palmeiras conta com receitas milionárias de patrocínio (Crefisa e FAM investiram R$ 88 milhões em 2016), bilheteria, televisão e venda de atletas (como a de Gabriel Jesus, negociado com o Manchester City por R$ 121 milhões).

Títulos recentes

Superado o susto da quase queda à Série B no final de 2014, o Palmeiras iniciou o ano seguinte chegando muito próximo de um título. Acabou ficando com o vice-campeonato paulista, mas terminou como campeão da Copa do Brasil e, em 2016, faturou o Campeonato Brasileiro, o que não acontecia desde 1994. Feitos que são mais do que um convite ao sucesso.

 Projeto Mundial

Com o fim de um jejum de 22 anos sem Brasileiro, a Taça Libertadores e o Mundial de Clubes passam a ser de novo as obsessões. Esse foi um dos principais atrativos utilizados por Alexandre Mattos já nas negociações para esta temporada. Se a campanha no torneio continental de 2016 decepcionou, com queda na fase de grupos, a promessa é de um time mais forte e maduro na próxima edição.

– Isso é muito sedutor. Mesmo com um elenco grande, os jogadores sabem que podem ter chance, têm estilos diferentes uns dos outros. Muitos preferem o Palmeiras a ir para um clube onde talvez tivessem até mais certeza de jogar – diz um empresário que negocia seu atleta com o clube para o próximo ano.

VC DECIDE: Quem deve ficar ou ir embora do Palmeiras em 2017?

Visibilidade

Em poucos meses com a camisa do Palmeiras, Róger Guedes, então desconhecido no cenário nacional, despertou interesse do futebol italiano. A venda de Gabriel Jesus (agora camisa 9 da seleção brasileira) para o Manchester City também contribui para que o mercado europeu em geral volte suas atenções ao atual campeão brasileiro. Tanto jogadores jovens quanto aqueles mais experientes que ainda sonham com carreira no exterior veem no clube uma vitrine importante.

Estrutura física

Não bastasse a arena, um dos melhores estádios do país, o Palmeiras dispõe de equipamentos de primeiro mundo na Academia de Futebol. Equipamentos que periodicamente são renovados, sob a tutela do coordenador científico Altamiro Bottino. A partir do ano que vem, o espaço terá também um moderno centro de excelência, com direito a hotel para concentração do time.

– Não tenho nada contra outros times, são times qualificados também. Mas foi escolha e minha da família também. Preferi o Palmeiras. De coração, escolhi ser Palmeiras. Tive propostas de outros times que vão disputar Libertadores também e têm boa estrutura, mas penso que a do Palmeiras é considerada a melhor do Brasil – comenta o atacante Keno.

Profissionais de suporte

Além de Altamiro Bottino, nome de referência em sua função e que trabalha com seis setores diferentes (preparação física, departamento médico, fisiologia, fisioterapia, nutrição e psicologia), o Palmeiras dispõe de uma comissão técnica fixa que deu muito suporte a Cuca na conquista do título brasileiro e também a seu antecessor, Marcelo Oliveira.

Apenas para mapeamento das principais partidas do futebol brasileiro, há uma equipe de 11 profissionais (analistas de desempenho, observadores e treinadores das categorias inferiores). Todo o resultado dessas análises é compartilhado com o treinador do time principal e seu assistente – em 2017, Eduardo Baptista e Pedro Gama, respectivamente.

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