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Líder do Psol diz que vai combater “agenda ilegítima” do governo federal

30 de novembro de -0001
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A postura do Psol na Câmara dos Deputados em 2017 será de resistência à “agenda ilegítima” do governo federal, como se referiu o novo líder do partido, deputado Glauber Braga (RJ), às propostas que o presidente Michel Temer tem enviado à Casa. Na avaliação do parlamentar fluminense, as reformas da Previdência e a trabalhista nada mais fazem do que pressionar trabalhadores brasileiros para que paguem a conta da crise econômica.

Em relação à reforma política, Glauber Braga afirma que a verdadeira mudança trataria de diminuir o peso do poder econômico sobre os mandatos. Atento a tudo isso, o partido vai atuar para que a população participe mais do processo legislativo.

Glauber Braga tem 34 anos e está em seu terceiro mandato como deputado. Filiado ao Psol desde 2015, passou antes pelo PSB. Na Câmara, foi relator da Comissão Especial de Medidas Preventivas Diante das Catástrofes Climáticas. O seu relatório resultou no Estatuto de Proteção e Defesa Civil (Lei 12.608/12). Foi também presidente da Comissão de Educação em 2014.

Leia abaixo a entrevista concedida pelo líder:

Quais as prioridades do Psol em 2017?
O Psol considera fundamental a resistência a essa agenda ilegítima que está sendo implementada pelo governo. A gente está falando de reforma da Previdência, em que a pessoa vai ter que contribuir por 49 anos para ter aposentadoria integral, e do que eles chamam de reforma trabalhista, em que a CLT é rasgada e jogada no lixo.

A gente vai precisar ter uma forte resistência parlamentar, mas também um contato permanente com a sociedade, demonstrando aquilo que está em jogo com a aprovação dessas matérias. A gente espera que, com a pressão da sociedade brasileira, o Parlamento em 2017 se torne mais democrático, menos autoritário e menos colocador em prática de projetos e propostas que restrinjam os direitos da maioria dos trabalhadores brasileiros.

O partido vai priorizar algum projeto dentro da pauta do Legislativo?
O partido vai priorizar todas as propostas que tenham como objetivo a ampliação da participação popular, do controle social sobre as ações do legislativo e que, do ponto de vista econômico, façam com que a maioria da sociedade brasileira, dos trabalhadores, da classe média e daqueles que têm os menores rendimentos não paguem a conta dessa crise.

A gente vai continuar batalhando pela regulamentação do imposto sobre grandes fortunas, pela auditoria da dívida pública brasileira. Vai ser um ano de resistência à agenda que está sendo implementada pelo governo e, além disso, de apresentação e de acúmulo de propostas junto com a sociedade para ampliar a pressão sobre o Parlamento.

É possível sair alguma proposta de reforma política em 2017?
A gente tem que ampliar junto à sociedade brasileira a discussão sobre a necessidade de uma reforma política real. Uma reforma política real é aquela que diminui o peso do poder econômico sobre os mandatos, que faz com que a representação parlamentar não seja distorcida só para quem tem dinheiro para fazer campanhas caríssimas e, além disso, que amplie a participação popular. Essa é a verdadeira reforma política.

A reforma política, para a gente, não é diminuir o direito à representação daqueles partidos que possam apresentar propostas alternativas para a sociedade brasileira, inclusivas, que ampliem direitos, como a Câmara tem feito, como o Senado Federal tem feito. Eles apresentam como se fosse reforma política, mas na verdade o que eles querem é acumulação de mais poder. O que a gente defende é uma reforma política verdadeira, onde você tenha ampliação dos instrumentos de participação direta.

Confira entrevistas com outros líderes

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