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‘Meninas de Luz’ abre inscrições para ajudar jovens grávidas em Goiás

30 de novembro de -0001
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O projeto “Meninas de Luz” abre inscrições para jovens grávidas que queiram receber assistência social e de saúde, em Goiânia. O intuito é ajudar novas gestantes que vivem em regiões carentes do município, incluindo vítimas de abuso ou exploração sexual. As interessadas devem fazer a inscrição gratuita no Centro Social Dona Gercina Borges, no Setor Campinas, na capital.

Administrado pela Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), o projeto também aborda os direitos fundamentais da gestante, sob uma perspectiva de inclusão social.

De acordo com a Caroline Geisa Ferreira, titular da rede socioassistencial da OVG, as adolescentes e jovens atendidas pelo projeto recebem orientações psicosociais sobre a gravidez e sobre os cuidados com os bebês.
“Aqui ela é acolhida, é feito um trabalho de resgate de autoestima, de mediação de conflito, porque, muitas vezes, essas meninas chegam com problemas familiares, foram expulsas de casa. Todo esse trabalho é feito pela equipe de serviço social e de psicologia da unidade”, reforça.

Podem ser atendidas meninas de Goiânia e Região Metropolitana, entre 12 e 21 anos, que já tenham sido atendidas na rede pública de saúde, portando cartão da gestante ou algum exame de ultrassom. Além disso, devem ser apresentados documentos pessoais de identificação e comprovante de endereço. As inscrições serão feitas enquanto durarem as vagas, sendo que o instituto tem capacidade para atender mais de 600 pessoas.

Atendimento
Caroline conta que as meninas são atendidas por uma equipe multidisciplinar, que trabalha temas relacionados à saúde, educação sexual, planejamento familiar, direitos do cidadão, além de acompanhamento médico, psicológico, nutricional, social e odontológico.

Durante a gestação, as mamães também participam de oficinas de artesanatos e aprendem a fazer cestinhas para guardar as coisas do bebê. As jovens também são beneficiadas com oficinas de beleza e de bonecas.

Conforme Caroline, não existe uma contrapartida por parte da gestante, que recebe o todo o apoio gratuitamente. Inclusive, dependendo da situação, ela pode ter o direito de receber até o Sitpass para não abandonar o projeto. A única condição para a permanência no “Meninas de Luz” é a assiduidade da grávida.
“O público é eminentemente carente, são meninas que não teriam condições de ter acesso a esse serviço e essas informações se não de forma gratuita, mas dentre esses casos, temos casos mais sensíveis ainda, onde a undidade oferece o vale transporte para garantir a permanencia dela aqui”, explica.

Caroline conta, ainda, que 80% dos casos que chegam até a unidade são de demandas espontâneas e que, o restante, é feito por buscas ativas em escolas públicas ou espaços de convivência, juizados ou conselhos.

“A menina tem conhecimento do projeto por meio de outras conhecidas e ela mesma procura. Mas a unidade faz também busca ativa nas escolas públicas municipais e estaduais, nos espaços de convivências dos bairros, nos juizados, conselhos”, afirma.

Ela diz que o objetivo desse projeto não é que as jovens não voltem a engravidar, mas, sim, que a próxima gravidez dessa menina seja por uma escolha. “A gente quer que ela atinja um grau de consciência e de maturidade e que a próxima gravidez, ainda que na adolescência, seja uma escolha e não um acidente”, completa.

A gerente do Centro Social Dona Gercina Borges, Malba Parreira de Castro, afirma que ao final do atendimento, a gestante ainda ganha um enxoval para o bebê, além de concorrer ao sorteio de um carrinho.

Após o parto, a jovem continua recebendo acompanhamento por mais um ano. Segundo ela, no ano passado, 742 gestantes foram atendidas pelo projeto, superando a meta de 660 meninas por ano.

“Por mais que tenhamos metas, as vagas sempre estão abertas. A gente nunca encerra. Quando essa menina vem, se não der para ela começar de imediato, ela aguarda uma semana ou dez dias e já tem uma turma começando, porque elas estão sempre dando a luz, e as vagas giram em razão disso”, conta.

Experiência
A jovem Thayná Rodrigues, que está grávida de 7 meses, é uma das beneficiadas com o projeto. Ela conta que está sendo acompanhada pelos profissionais do Centro Social há dois meses e fala da importância do projeto para as mamães de primeira viagem.
“É um projeto social muito importante, tanto para as meninas que são menores de idade, quanto para que as são maiores, porque nós chegamos aqui nuas e cruas de tudo, não sabemos como lidar com essa fase importante de nossas vidas, de ser mãe. Aqui nós aprendemos o primeiro banho, o aleitamento materno, os direitos e os deveres, tanto da criança e do adolescente, quanto os nossos direitos também como mãe”, explica.

Thayná afirma que, além do auxílio médico, odontológico e psicológico, o projeto ensina sobre a importância dos valores durante a educação.

“O que é uma família, como construir uma família, como ter um padrão e como ter as províncias que veio de berço, porque a educação vem de berço, vem de casa. Na escola, é só aprender as matérias do dia a dia e a educação mesmo, realmente, vem de berço e da família”, pontua a jovem.

Ela afirma que o projeto a ajudou bastante durante os dois meses que está inserida no grupo. “É uma segunda família, porque você tá aqui toda semana e o acolhimento é excelente de todas”, conclui a gestante.

Serviço: Projeto ‘Meninas de Luz’ abre inscrições
Data: Enquanto houver vagas
Horário: das 8h às 17 horas, de segunda à sexta-feira
Local: Centro Social Dona Gercina Borges, que fica na Rua Benjamin Constant, nº 239, Setor Campinas, em Goiânia. Informações pelo telefone: (62) 3201-9501

* Danielle Oliveira é integrante do programa de estágio entre a TV Anhanguera e Faculdades Alfa, sob orientação de Elisângela Nascimento.

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