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Polícia busca testemunhas do tiroteio que matou homem em supermercado

30 de novembro de -0001
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A Polícia Civil realiza nesta terça-feira (7) diligências em busca de novas testemunhas do tiroteio que matou um funcionário e feriu duas pessoas no Supermercado Carrefour, em Goiânia. De acordo com o delegado Ernani Cazer, nenhum dos depoimentos colhidos até agora relatou como se deu o início da discussão entre o policial militar e o segurança do estabelecimento.

O último depoimento foi o de um cliente de 24 anos que foi baleado quando saía do local. “O cliente baleado já saiu para o estacionamento quando o tiroteio já tinha começado, então não soube dizer nada sobre o início da confusão. Estamos em diligências para tentar ouvir clientes que estavam ali na praça de alimentação do supermercado na hora que a discussão começou, para saber, principalmente, quem começou a atirar e porque o fez”, disse ao G1.

O tiroteio ocorreu na tarde de domingo (5), durante uma discussão entre o cabo da PM, Bruno Carili Horbylon, de 36 anos, e o segurança do estabelecimento, o guarda civil metropolitano Bruno da Silva Menezes, de 29 anos. Durante o confronto, o funcionário do supermercado, Ari José dos Reis, de 56 anos, foi baleado e morreu no local. Além dele, foram atingidos o policial, que está internado em estado estável no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e um cliente que foi atendido e liberado em seguida.
Câmeras de segurança da área de alimentação do supermercado registraram o momento em que várias pessoas começam a correr. Em seguida, o segurança aparece na porta do estabelecimento efetuando disparos e também correndo para o lado de dentro (veja vídeo acima).

“Segundo o segurança, a confusão começou quando o policial militar foi reclamar com um cliente, um deficiente mental, que conversava alto no local. O vigilante disse que achou a abordagem do PM abusiva e foi intervir, sendo agredido. A partir daí, segundo ele, tudo teria começado. É para entender se esta versão procede ou não que precisamos de testemunhas oculares do ocorrido”, disse o delegado.

O jovem que foi baleado durante o tiroteio relatou os momentos de pânico que viveu no local. Alvejado com um tiro no pé e outro na perna, o cliente, que não quis se identificar, criticou a atitude do policial militar e do guarda civil metropolitano.

“Foi imprudência. Os policiais [referindo-se aos dois envolvidos] estavam ali para trazer a segurança para a população, mas naquele momento, estavam colocando a em risco a vida da população. Eu fique no meio do fogo cruzado. Naquele momento, qualquer coisa pior era para ter acontecido comigo”, lembra.

Guarda afastadoO vigilante alegou que agiu em legítima defesa. Após ser ouvido, ele foi liberado. Cazer destacou que a partir da análise das câmeras de segurança não é possível afirmar quem começou a atirar.
Bruno da Silva atua na Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Aparecida de Goiânia desde 2013, onde atuava em um grupo tático. A corporação informou que abriu uma sindicância para apurar o caso e destacou que ele foi afastado o final do inquérito.

O comandante-geral da GCM, Antonimar Alves, disse que a arma era do próprio guarda e que, pelas regras da corporação, ele poderia atuar como segurança. “Nós somos uma entidade civil e não temos veto jurídico quanto à prestação desse serviço no horário de folga do agente”, destaca.

Já o subcomandante geral da PM, o coronel Carlos Antônio Borges, disse que só após a conclusão do inquérito policial será possível determinar se o policial terá ou não alguma consequência na corporação.

“Enquanto não for determinada a responsabilidade de cada um neste crime, não podemos abrir qualquer processo na corregedoria ou em qualquer instância da corporação. Vale ressaltar que o policial estava de folga e será investigado como um cidadão comum que é responsável pelos seus atos”, disse.

O guarda aparece em imagens de câmeras de segurança na área de alimentação (veja abaixo). Ele atira e depois corre para dentro do supermercado. Em outro registro, já do lado de fora, é possível ver quando Ari é atingido. O corpo dele foi enterrado nesta segunda-feira (6) no Cemitério Parque, em Goiânia.

Em nota, o Carrefour informou que, após o fato, “imediatamente as autoridades foram acionadas para conduzir a situação”.  Disse ainda que “o hipermercado opera normalmente” e a “empresa segue à disposição das autoridades a fim de colaborar com as investigações, enquanto reforça seu compromisso com a segurança dos seus clientes, colaboradores e parceiros”.

Resgate de helicóptero
Testemunhas questionaram o fato do PM ter sido socorrido de helicóptero, enquanto o funcionário aguardava uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). De acordo com o subcomandante da corporação, o helicóptero não estava preparado para socorrer pacientes com lesões mais graves.

“Na circunstância, se o funcionário era o mais grave, não tinha como fazer o transporte pelo helicóptero, pela ausência de equipamentos. Por isso ele teve de aguardar a ambulância, que tem todo o aparato para fazer o socorro”, justificou o coronel Carlos Antônio Borges.

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