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Projeto leva público a vivenciar o teatro da mesma forma que deficientes visuais

30 de novembro de -0001
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Encenado completamente no escuro, por atores cegos e por outros que enxergam, um espetáculo que alcançou sucesso de público e crítica em São Paulo estreou na noite de hoje (9) no Rio, para uma curta temporada até domingo (12). Na peça O Grande Viúvo, baseada em um conto do dramaturgo e jornalista Nelson Rodrigues, os espectadores se veem obrigados a entender o enredo estimulados por sons, vozes e cheiros, da mesma forma que vivenciam o teatro as pessoas com deficiência visual.

O projeto Teatro Cego foi criado pela produtora Caleidoscópio, inspirado em iniciativa semelhante existente em Buenos Aires, mas restrita a grupos pequenos, de até 20 pessoas. “Trouxemos a ideia para o Brasil e criamos o Teatro Cego brasileiro, voltado para um público muito maior, de até 120 pessoas, não mais do que isso, porque os espetáculos têm um caráter muito intimista”, explicou Luiz Mel, que assina a direção musical e a produção da montagem.

Segundo Mel, o projeto tem dois grandes objetivos. “Queremos dar às pessoas com deficiência a oportunidade de trabalhar no teatro – tanto como atores quanto na produção – e também oferecer aos que enxergam a oportunidade de viver uma experiência inovadora.”

O elenco é formado por seis atores, metade com deficiência visual, e três músicos que têm o desafio de interpretar a trilha sonora do espetáculo na mais completa escuridão. Logo na entrada, o público recebe ajuda dos atores para chegar até o palco.

“Diferente dos espetáculos tradicionais, o público ocupa o mesmo espaço dos atores, no caso do Rio, o palco do Teatro Fashion Mall. A peça acontece ao redor do público. Os atores passam em volta do espectador, ele ouve sons, cadeiras se arrastando, portas abrindo, personagens subindo escadas, cheiro de café, de perfume”, disse Luiz Mel, em entrevista ao programa Arte Clube, da Rádio MEC AM do Rio de Janeiro.

O Grande Viúvo não é um texto teatral de Nelson Rodrigues, mas um conto da série A Vida como Ela É, que o escritor publicou entre 1950 e 1961 em jornais cariocas. A trama conta a história de um viúvo que, após perder sua esposa, comunica à família que também quer morrer e ser enterrado junto à sua amada.

Antes, porém, ele quer construir um mausoléu para repousar junto da esposa. Inconformados com essa decisão, seus familiares tentam, a todo custo, convencê-lo a desistir do suicídio e, para isso, inventam calúnias sobre a falecida.

Até domingo, serão mais quatro apresentações no Teatro Fashion Mall. Amanhã (10) às 21h30, sábado (11) às 19h e 21h30, e domingo (12), às 20h, com ingressos a R$ 50, a inteira, e classificação etária de 14 anos. O endereço do teatro é Estrada da Gávea, 899, em São Conrado, zona sul do Rio.

 

 

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