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Ambulatório da Maternidade Dona Iris deve fechar a partir de 2ª, diz diretor

30 de novembro de -0001
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O Hospital e Maternidade Dona Iris deve suspender todo o atendimento ambulatorial a partir da segunda-feira (13), por conta de uma dívida de mais de R$ 24 milhões da Prefeitura de Goiânia com a Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (Fundahc), que administra a unidade. De acordo com a direção do hospital, apenas a emergência continuará funcionando normalmente.

Segundo o diretor do hospital, o médico Maurício Viggiano, todas as consultas, exames e cirurgias eletivas que estavam agendadas já começaram a ser canceladas. Segundo ele, cerca de 250 pacientes ficarão sem atendimento na próxima semana. O diretor disse ao G1, nesta sexta-feira, que a unidade não tem dinheiro para comprar medicamentos ou qualquer insumo hospitalar.

Além disto, Viggiano afirma que os funcionários estão sem receber o salário do mês de fevereiro.

“Não temos condições de continuar funcionando desta forma, por isso vamos ter que fechar as portas do ambulatório. É uma situação muito ruim para a sociedade que ficará sem o serviço e para os servidores que estão sem salário e sem ter estrutura essencial para poder prestar um bom atendimento”, disse.

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde por telefone e email e aguarda um posicionamento do órgão sobre a situação.

Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o diretor do hospital chama atenção para o fato de que exames preventivos essenciais para a saúde feminina deixarão de ser feitos a partir da segunda-feira.

“Nós precisamos que a administração municipal se pronuncie sobre esta situação. É um problema antigo, não é de agora, mas não foi resolvido. Estou mobilizado em muitas reuniões, mas não chegamos a uma solução prática para que não precisemos interromper serviços essenciais como o de ultrassonografia e mamografia, exames essenciais para a garantia da saúde da mulher e prevenção de doenças”, disse.

Dívida
Em nota ao G1, o diretor Executivo da Fundahc, José Antonio de Morais, informou que, dos mais de R$ 24 milhões de dívida com o convênio da maternidade R$ 13 milhões são relativos ao passivo trabalhista de 540 funcionários da fundação que trabalham na maternidade. Outros R$ 11 milhões são de dívidas com fornecedores de produtos e serviços, além da folha de pagamento do mês de fevereiro.
O restante, conforme divulgado pela fundação, é de dívida com encargos sociais e dívida com a própria Fundahc, “que fez aportes de recursos próprios para o convênio a título de empréstimos e não está conseguindo reaver esses empréstimos”.
Por conta destas dívidas, a direção da Fundahc encaminhou um ofício ao hospital em que determina que nenhum pedido de compra aos fornecedores seja feito a partir desta sexta-feira. Além disto, orienta a maternidade a não comprar material de consumo ou medicamentos com recursos do convênio.

Além do Hospital e Maternidade Dona Iris, a fundação afirma que a SMS deve cerca de R$ 2 milhões para a Maternidade Nascer Cidadão, que continua com o atendimento normal.

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