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Do erro ao golaço, Trauco espanta timidez no Fla: ”Broncas para fora”

30 de novembro de -0001
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Em dois meses no Rio de Janeiro, Miguel Trauco já pôde ver o que classifica como os ”dois lados da moeda”. Na mesma semana, enfrentou críticas e arrancou elogios. Logo na estreia da Libertadores, fez um golaço no Maracanã e até conseguiu deixar o semblante sério e tímido um pouco de lado ao extravasar. De poucas palavras, a comemoração talvez tenha sido a melhor forma de explicar sua adaptação, de certa forma rápida, ao time titular do Flamengo. 

– Vivi um lado da moeda e depois vi o outro. Minha expressão no gol diz tudo: coloquei todas minhas broncas para fora. Então foi importante marcar logo e me livrar de tudo. (…) Sou muito autocrítico e sei que contra o Fluminense foi meu pior jogo. Creio que aproveitei oportunidade de ter uma revanche. Ouvi muitas críticas, na verdade me senti mal. O futebol é bonito por isso: sempre te dá revanches – disse o lateral-esquerdo do Flamengo. 

Ainda aprendendo a falar português, Trauco enfim ”destravou”. Em conversa com o GloboEsporte.com no Ninho do Urubu, o peruano voltou até suas origens – quando saiu de casa aos 11 anos pelo sonho de jogar futebol. Falou da pressão que sentiu ao assumir a responsabilidade de substituir Jorge e revelou suas referências brasileiras – na música e no futebol. Autor de um chutaço de fora da área, contou da admiração e do respeito pelo ex-jogador Roberto Carlos e manteve os pés no chão: ”Não pode ser comparado”.  

LEIA A entrevista com o lateral:

Você chegou no começo do ano e já está como titular, fazendo gols e assistência. Como explica essa adaptação?É bom. Sempre bom ganhar a torcida, o comando técnico. Acho que tive um pouco de sorte e depois tudo veio com muito esforço. A sorte foi de chegar em uma equipe em que o lateral que estava foi vendido. Talvez essa foi uma sorte, que Jorge foi negociado. O restante foi na base do esforço pessoal, com muito trabalho. Consegui passar por situação não tão boas também.

Sabia da possibilidade de Jorge ser vendido quando chegou no Flamengo?Já sabia desta possibilidade. E, obviamente, estava muito entusiasmado. Tinha também oferta do futebol mexicano. Sabia a importância do que era jogar no Flamengo, reconhecido em nível mundial. Não tive muito problemas. Me passaram a proposta do México e a do Flamengo. Não pensei muito.

Como foi sua primeira vez no Maracanã?Uma sensação impressionante, muito bonita. Fiquei arrepiado ao ver aquele mosaico: “Isso aqui é Flamengo”. Sensação única, creio que eles têm a maior torcida do mundo, então foi muito bom.

Você foi bem na maioria das partidas, mas considera que o jogo com o Fluminense foi sua pior partida? Errou ao chutar no lance que resultou no primeiro gol do Flu?Sou muito autocrítico e sei que foi meu pior jogo. Talvez fosse melhor dar o passe do que chutar ao gol. Chutei mal, mas são coisas que se passam em milésimos de segundos. Creio que aproveitei a oportunidade de ter uma revanche. Ouvi muitas críticas, na verdade me senti mal. Mas, graças a minha família, pude seguir adiante. No Universitario (ex-clube dele) também passei isso, porque fui mal no primeiro jogo. Aí a torcida e a imprensa me criticaram, mas sempre soube seguir à frente. O futebol é bonito por isso: sempre te dá revanches.

Você tem o apelido de ”El Genio” no Peru. Quando surgiu isso?Tenho um bom toque na bola, bom chute e bons passes. Por isso me chamam assim. Começou com a torcida. Depois veio a imprensa peruana, que adora aumentar tudo. Começaram a me chamar assim por conta das assistências e fiquei com esse apelido. Foi já no Universitario. O Unión Comercio é uma equipe menor e a imprensa não dá muita bola. Foi no Univesitario que fiquei conhecido.

Sua origem na carreira também foi na lateral?Comecei como meio de campo. Lá no Unión Comercio, do Peru, tem uma base que tem que jogar sub-20. Tem que jogar 500 minutos. Me colocavam de volante na esquerda em umas três ou quatro partidas. Depois me colocaram de marcador e na lateral não tinha ninguém. Fui e fiquei.

Quais eram suas influências brasileiras?Sempre escutei música brasileira. E coloquei no meu filho um nome que acredito que é brasileiro: Thiago Luan. Eu escutava muito Gusttavo Lima, a ”Balada Boa”. Sempre tive essa coisa de escutar música brasileira, seguir o futebol.

E no futebol brasileiro?Os jogadores brasileiros são sempre bem vistos. Na minha posição, temos Marcelo. É um jogador que gosto muito e gosto de vê-lo jogar.Na quarta você fez um gol com um chutaço muito forte. Um lateral brasileiro que tinha essa característica era Roberto Carlos…É um craque mundial, impossível não conhecer. Um craque do futebol. Não acredito que possa ser comparado comigo (risos). É uma ofensa para o Roberto Carlos (risos). Mas, sim, serve muito de inspiração. 

Qual foi a importância do compatriota Guerrero em sua adaptação?Foi importante para me ajudar com a questão do idioma. Não conseguia falar muito. Concentrei nos primeiros meses com ele, me ajudou a adaptar mais ao grupo, ganhar mais confiança. Tem sido uma grande ajuda.Você pareceu muito tímido em sua apresentação (veja acima). Agora, está mais solto?Sou realmente muito tímido. Então, no dia que me apresentei estava suando, nervoso, tímido. Não gosto muito de falar com a imprensa. Tratei de me esconder (risos). Sempre fui assim. Falar pela primeira vez com a imprensa brasileira me deixou assim nervoso. Eu sou assim, sempre fui sério.

Escolheu o nome do seu filho, Thiago, por causa de brasileiro?Thiago é um nome brasileiro que eu gostava e eu estava buscando um segundo nome que combinasse. Não me lembro muito bem o nome desse cantor, mas se chamava Luan… Luan Santana. Então fiz a combinação entre Thiago e Luan, e eu gostei.

Como foi seu início no futebol em Tarapoto?Sou de família humilde. Sofri muito porque naquela época as divisões inferiores no Peru eram descentralizadas. Tudo era em Lima, na capital. Então aos 11 anos resolvi me separar dos meus pais e fui sozinho para Lima. Lá encontrei uma equipe que me deu casa, comida, colégio.

Vivi em Lima por cinco anos, depois regressei para minha cidade, onde joguei a Copa Peru, que é como uma segunda ou terceira divisões. Nesse campeonato, o campeão sobe direto para a Primeira Divisão. Tive a sorte de jogar com Unión Comércio e ser campeão com esse time. Fiquei cinco anos no Unión Comércio, assinei por um ano com a LA U (Universitario), decisão que fez com que os dirigentes fossem muito criticados pelo tempo de contrato, e agora cheguei a esta linda oportunidade.

O que gosta de fazer fora de campo e o que já conheceu aqui?Não sou de sair muito, gosto de ficar com minha família em casa e ver filmes no Netflix. Gosto muito de jogar Fifa no Play, gosto de fazer apostas. Gosto mais de compartilhar os momentos de lazer com a família. Não tive tempo, mas vou tirar um dia para conhecer o Pão de Açúcar e o Cristo.

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