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Análise: Flu pena com vantagem, e esquema sem Scarpa gera riscos

30 de novembro de -0001
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O Fluminense teve apenas duas atuações em que foi dominado pelo adversário no ano: Madureira e Criciúma. Qual a semelhança entre os dois jogos? Tanto no Carioca quanto na Copa do Brasil, o Tricolor entrou em campo em vantagem para passar de fase. Ao ser vítima de sua principal arma, o jogo veloz e a busca incessantemente pelo gol, tática adotada pelos rivais para reverter o quadro, o Tricolor correu riscos. Quase foi eliminado das duas competições. Teve méritos de garantir as vagas, verdade, mas colheu aprendizados. Um deles – por ora não falado publicamente – deveria ser a avaliação do esquema com três atacantes, adotado desde a lesão de Gustavo Scarpa.

Scarpa se machucou no final do primeiro tempo da partida diante do Madureira, em 25 de fevereiro. Desde então, a começar pelo intervalo daquele jogo, Abel Braga escolheu Richarlison, um atacante, como substituto. A formação 4-1-4-1 deu lugar ao sistema 4-3-3. Orejuela, Douglas e Sornoza passaram a formar o meio, setor que ficou com um jogador a menos, na comparação com o oponente, nos dois duelos citados no começo deste texto. Mesmo que Richarlison e Wellington, os avantes de lado, se esforcem para acompanhar as subidas dos laterais e Henrique Dourado comanda a marcação desde o ataque.

– A opção é minha. O Richarlison é o jogador que mais corre nessa equipe. Aliás, isso não faltou. Só que corremos muito errado. Mas luta e vontade não está faltando – alegou Abel, para depois completar:

– Eu não esperava uma equipe que me atacasse tanto, ainda mais com a velocidade que meus atacantes têm. Por isso, inclusive, uma substituição por um jogador mais rápido no lugar do Henrique Dourado (entrou Marcos Junior). Nós erramos muito. No penúltimo lance do jogo, tivemos três contra um e erramos o passe, mas chegamos com um volante. Estávamos ganhando de 3 a 2, pra quê que um volante vai sair para tentar fazer gol? Meio surreal.

O Flu falhou na recomposição. Ao adotar a marcação adiantada, que surtiu efeito no começo do jogo com o Criciúma, necessitava de rápido reposicionamento. Isso não ocorreu. O zagueiro e capitão Henrique admitiu a situação:

Acho que hoje foi o time todo. A gente deixou de marcar
desde lá da frente. Deixamos
eles jogarem muito, demos espaços. Tivemos chances de acabar com o jogo.
Futebol é assim. Se não faz, toma pressão. Foram erros na frente, no meio e
atrás. São coisas que podemos corrigir. Nosso time é jovem, tem
qualidade, mas tem de evoluir. A gente já mostrou do que somos capazes – detalhou o defensor.

Outro ponto que carece de melhora é a marcação de bolas altas. O primeiro gol do Criciúma saiu desta forma. Foi o sétimo dos 12 sofridos na temporada.

Mesmo assim, o Flu está na quarta fase da Copa do Brasil. Foi campeão da Taça Guanabara. E depende de próprias forças para avançar na Primeira Liga. O time tem méritos.

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