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Desempregada em MS, mãe começa a entregar kits de frutas e legumes

30 de novembro de -0001
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O apoio da família no momento difícil fez toda a diferença na vida de Jucelma Ancelma De Paula, 42 anos. Quando foi demitida em agosto de 2016, a mãe de Nicolle e Felipe não se deixou abalar e um familiar que trabalha com agropecuária sugeriu investir em um caminhão de laranja, mas a filha pediu sugestões num grupo de WhatsApp e a surgiu a ideia de entregar kits de frutas e legumes em Campo Grande.

Desde a ideia até a montagem e entrega dos kits e feito tudo em família. A filha Nicolle De Paula Ribeiro, de 23 anos, estudou nutrição, além de escolher os itens dos kits, ela organiza os pedidos e faz a divulgação na internet. O filho Felipe De Paula Arantes, 18 anos, faz as entregas. A mãe é quem faz as compras dos alimentos e a montagem.

“Estamos progredindo mensalmente. No começo foi muito difícil. Conversamos muito com pessoas que tem o próprio negócio, pelo conhecimento. Mas as pessoas estão se fidelizando”, afirmou Nicolle.

São oferecidos quatro tipos de kits: legumes, grutas, baby e treino. Os valores variam de acordo com os planos que podem ser semanais ou mensais. Além disso, não há taxa de entrega. O pedido pode ser feito pelo Facebook ou por WhattsApp.

O negócio começou em novembro de 2016 e se tornou uma das 40.765 microempreendedoras individual de Campo Grande, de acordo com a Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems). Durante os três meses em que ficou desempregada, Jucelma aproveitou para se preparar. Segundo a filha dela, assistiu palestras e fez cursos para aprender a fazer o giro de capital.

Além de planejamento, a analista técnica do Sebrae Renata Maia afirma que o sucesso de uma empresa não depende apenas das vendas, mas de vantagens e benefícios oferecidos para os clientes.

“Uma empresa que não possua loja física por exemplo, deve se atentar ao prazo de entrega para seus clientes, deve possuir uma plataforma de pagamento que ofereça segurança para os compradores e também analisar a logística e os custos dessa logística para empresa”, explicou a analista.

O fato de não ter o espaço físico não diminui a burocracia de criar uma empresa, de acordo com Renata. A analista explica as etapas são as mesmas quando comparadas a uma empresa com loja física.

“A ideia de negócio, a construção do modelo de negócio, a análise do mercado em que a empresa pretende atuar, o planejamento financeiro e formalização da empresa e a escolha do regime tributário, são etapas do planejamento comum a qualquer e empresa, independente do tamanho, da atividade que será desenvolvida e se haverá ou não loja física”, afirmou.

 

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