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Mulher acredita ter sido trocada há 32 anos em maternidade de Quirinópolis

30 de novembro de -0001
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Aos 32 anos, a desempregada Keila Martins Borges descobriu não ser filha biológica da mulher que a criou e acredita ter sido trocada ainda na maternidade. Moradora de Gouvelândia, no sul de Goiás, ela nasceu no Hospital Municipal de Quirinópolis, distante 36 km, no dia 15 de maio de 1984. Por acaso, ela encontrou uma mulher que teve uma irmã nascida no mesmo dia, mês, ano e hospital que ela. O fato motivou a apuração do caso. “Parece coisa de novela. Todo mundo está muito assustado”, disse ao G1.

Keila conta que o parto transcorreu normalmente. Tanto que, no dia seguinte, ela e a mãe tiveram alta hospitalar e voltaram para casa. Por mais de três décadas, nunca houve da parte dela qualquer suspeita de não ter sido gerada no ventre da mãe, com quem mora até hoje. Mas a situação teve uma reviravolta há cerca de dois meses, quando uma prima conheceu uma pessoa que mudou toda a história.

“Ela estava na igreja e viu uma pessoa que se parecia muito comigo. Ficou tão impressionada que conversou com ela e me mandou uma foto para mostra a semelhança. Na hora até assustei, mas levei na brincadeira”, disse ao G1.

A preocupação só surgiu quando a mesma prima descobriu que a tal moça, Elaine Maciel, de 38 anos, havia tido uma irmã nascida em características de tempo e local idênticas às de  Keila..

“A partir daí já surgiu aquela dúvida. Muita gente falava quando eu era pequena que eu poderia ser adotada, que não parecida com minha mãe, que também achou tudo muito estranho. A principio, pensei que meu pai poderia ter ‘pulado a cerca’ porque ele é custoso, mas fiz questão de conhecer a Elaine alguns dias depois e vi que a família dela era séria”, afirma.

Após isso, Keila e a mãe fizeram um exame de DNA, o qual constatou que não há laços de sangue entre elas. A suposta mulher com ela teria sido trocada, Elisângela Maciel, se submeteu ao mesmo exame nesta quinta-feira (16) para saber se ela é filha da mulher que criou a desempregada.

Keila prevê para os próximos dias a realização de novos testes de DNA para comprovar se ela e Elisângela, de fato, foram trocadas.

Vítimas
Feliz por saber que pode ter uma nova família, Keila também se ressente pelo que ocorreu. Diz que não vai deixar de morar com a mãe em hipótese alguma e afirma que todos envolvidos são “vítimas” do hospital.

“Me trocaram no hospital. Minha mãe falou que estava lotado no dia. Foi por uma falha deles, distração ou até mesmo maldade. Fato é que aconteceu e estou revoltada. Somos vítimas de uma falha gravíssima”, afirma.

O atual administrador do hospital, Lucas de Oliveira Biela, afirmou que não há como saber que procedimentos a unidade adotava há 32 anos e houve um fato “atípico”. Ele explica que a maternidade possui rígidas normas para evitar a situação.

“A instituição adota procedimentos após o nascimento de um bebê. O recém-nascido é identificado por uma pulseira que consta o nome da mãe que o gerou, além da data e hora do nascimento. As equipes de cirúrgicas também só atuam em horários exclusivos daqueles procedimentos”, destaca.

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