Header Ad

STF dará mais prazo para viabilizar acordo financeiro entre União e Rio

30 de novembro de -0001
34 Visualizações

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), concederá mais 15 dias de prazo para que o governo federal tente aprovar no Congresso Nacional o projeto de lei que isenta o Rio de Janeiro de cumprir alguns dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal.

No dia 13 de fevereiro, o ministro concedeu 30 dias de prazo para que o Congresso aprovasse a matéria, mas o projeto não chegou a ser votado.

A medida é necessária para que a União possa fazer um empréstimo de resgate financeiro ao estado, cujas contas públicas se encontram em situação de “calamidade”, conforme descreveu o próprio Fux. Nos últimos meses, por exemplo, o Rio tem atrasado o pagamento dos salários dos servidores públicos, como consequência do aperto fiscal. 

A Assembleia do Rio de Janeiro conseguiu aprovar apenas parte das contrapartidas prometidas pelo governador Luiz Fernando Pezão, entre elas a privatização da Companhia Estadual de Água e Esgoto  (Cedae).

Se após a extensão de 15 dia, se o governo federal e o Rio de Janeiro não conseguirem aprovar as medidas necessárias para viabilizar o acordo de resgate ao estado, Fux disse que tentará convencer a União a ceder, aceitando conceder o empréstimo apenas com as contrapartidas já aprovadas. 

“O próximo passo daqui a duas semanas será sentar para uma nova conciliação”, disse Fux. “Vamos sentar e ver se a União se dá por satisfeita”, acrescentou o ministro.

No mês passado, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, descartou a possibilidade de antecipação de recursos sem a aprovação das medidas. 

Liminar

Fux é relator de um pedido de liminar (decisão provisória) feito pelo Rio para antecipar os efeitos do projeto enviado pelo governo federal ao Congresso, que prevê afastar a aplicação de alguns dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em função da decretação de estado de calamidade nas contas públicas do Rio de Janeiro.

O ministro reafirmou hoje (16)  que não resolverá a questão por meio de liminar. O pedido chegou ao Supremo no dia 27 de janeiro. A liminar teria efeito para acelerar o recebimento dos recursos previstos.

No processo, a Advocacia-Geral da União, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil manifestaram-se contra a antecipação da ajuda federal por entender que as contrapartidas e as garantias do acordo devem ser cumpridas pelo estado.

Em outro parecer enviado ao ministro Fux, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, manifestou-se contra a concessão da liminar. Para Janot, as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal devem ser cumpridas pelo governo do Rio de Janeiro.

O acordo de socorro financeiro ao Rio, assinado no mês passado por Meirelles e o governador Luiz Fernando Pezão, prevê o aval do governo federal para tomar dois empréstimos de cerca de R$ 6,5 bilhões, tendo como garantias a privatização da Cedae  e uma antecipação de receitas de royalties do petróleo.

O déficit nas contas do Rio de Janeiro deve chegar a R$ 26,132 bilhões neste ano.

RECOMENDAMOS

Brasil
0 shares32 views

MEC deve homologar Base Comum Curricular na próxima quarta-feira

CONEWS - dez 15, 2017

O Ministério da Educação informou que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), aprovada hoje (15) pelo Conselho Nacional de Educação…

Brasil
0 shares28 views

Gilmar Mendes prevê dificuldades com fake news nas eleições de 2018

CONEWS - dez 15, 2017

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, previu que as eleições de 2018 serão um desafio para…

Brasil
0 shares34 views

Raquel Dodge se manifesta contra lei que deu status de ministro a Moreira Franco

CONEWS - dez 15, 2017

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer em que se manifesta contra a lei…

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.