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Três são condenados por corrupção pela venda de terras no Pantanal

30 de novembro de -0001
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Três acusados de participarem de um esquema de venda ilegal de terras da União no Pantanal de Mato Grosso do Sul, entre 2002 e 2008, foram condenados a penas que chegam 10 anos e 10 meses de prisão, além de multa. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), os lotes no município de Corumbá foram vendidos por até R$ 30 mil.

O grupo atuava de maneira sistematizada. A servidora da Gerência Regional da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) da época, Gisley Duarte Quiantareto Marinho de Carvalho, era a responsável por fazer toda a negociação. Segundo as investigações, a servidora usou o cargo para intermediar, incentivar e organizar a venda das terras da União no Pantanal.

Gisley contava com o apoio de Marcelo Rondon, servidor da prefeitura de Corumbá cedido à SPU, e o radialista Jorge Nader. Os três chegaram a dividir terrenos e expulsar posseiros pelo não pagamento da vantagem exigida.

O G1 entrou em contato com a defesa de Gisley, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Ela recorreu na última terça-feira (14). Rondon e Nader não têm advogados constituídos no processo e a reportagem não conseguiu contato com os acusados.

Os réus exigiam “comissões” ou “taxas de regularização” para, supostamente, reconhecer as posses irregulares nas áreas públicas, delimitar lotes e incluir os ocupantes em um fictício “cadastro para regularização”. A prática foi considerada corrupção passiva pela Justiça e os envolvidos, condenados a penas que chegam 10 anos e 10 meses de prisão, além de multa.

De acordo com as investigações, terras públicas foram comercializadas por até R$ 30 mil. Os terrenos, distribuídos pela planície pantaneira, englobavam ilha e até áreas de preservação permanente – terras proibidas de serem ocupadas.

Além do crime de corrupção, Gisley e Marcelo ainda foram condenados por coação no curso do processo. Os dois foram flagrados intimidando testemunhas para dificultar e impedir a elucidação dos fatos pela Justiça.

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