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Sonho da Superliga, carros e 1º filho: Wallace abre o jogo em carona ao GE

30 de novembro de -0001
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Há três lugares onde Wallace se sente à vontade: na quadra, em casa com sua família e em um de seus carros. E em qualquer um desses três ambientes, a fase está boa para o oposto do Vôlei Taubaté e da seleção brasileira. Na quadra, foi o maior pontuador na conquista do ouro olímpico; em casa, o sorriso se abre ao falar do nascimento do primeiro filho, Max, previsto para fim de maio ou início de junho; e recentemente, trocou seus dois carros. Apaixonado por veículos, o atleta tem o hábito de trocar constantemente de carros (assista no vídeo abaixo).

Às vésperas de estrear nas quartas de final da Superliga, contra Juiz de Fora, Wallace abriu um de seus carros, um Infiniti FX 50S (também tem um Jaguar), para dar uma carona à equipe do GloboEsporte.com. O trajeto foi do apartamento do jogador até o ginásio do Abaeté, onde o Vôlei Taubaté treina. No caminho, o atleta de 29 anos falou sobre a renovação na seleção com a saída de Bernardinho, o desejo de bater o Cruzeiro, seu ex-time e atual tetracampeão da Superliga, a ansiedade pelo nascimento do filho Max, além da paixão por carros.

Confira como foi o bate-papo com o campeão olímpico abaixo

PAIXÃO POR CARROS

Como começou?Eu acho que passei a gostar mesmo depois que teve a série Velozes e Furiosos. Passei a gostar mais. Sempre gostei quando vi meu pai dirigindo. A partir do Velozes e Furiosos, que eu passei a ter condições de ter carros diferentes, não me poupei a nada e fui, realmente, comprar as coisas que eu realmente gostava. Eu falo que eu vivi. Até agora, eu vivi, comprei tudo que queria comprar. Para mim, já está ótimo, principalmente a questão de carros. Você me perguntou se eu tinha algum sonho de consumo. Eu já tive todos que imaginei ter e sempre gostei, eu já tive. Não quero mais nenhum. Me perguntam da Ferrari, da Lamborghini. Eu gosto muito de Ferrari, um status violento, mas primeiro que é muito caro. Se fosse para ter uma Ferrari, ia querer ter uma bacana. Mas para ter uma bacana, você precisa desembolsar no mínimo R$ 1 milhão. Ainda assim, acho Lamborghini mais bonita que Ferrari. Tem o Aventador, que é um dos carros mais bonitos que tem aí, à lá Ferrari, que não tem aqui. Mas não é um sonho e passa longe de eu ter um carro desses.

Você não coleciona. É fácil desapegar dos carros que você mais gosta?Todos os carros que eu tive, eu consegui desapegar bem tranquilamente. O que fiquei bem sentido, até o pessoal do time me zuou quando vendi o (Nissan) GTR. Foi um carro que realmente, eu fiz tudo com ele. Ia fazer três anos que ia estar com ele. Praticamente me dei ele de presente. Comprei 25 de junho e faço aniversário dia 26. Eu não imaginei que ia ficar tanto com ele. Geralmente troco de carro muito rápido. É muito mais aquela vontade de ter aquele carro diferente. E vou lá e vou trocar. É algo que tenho que me policiar, porque nessa você perde muito dinheiro.

Você dirige para relaxar depois de um jogo em que nada deu certo?A primeira coisa que eu quero quando não jogo bem
ou não sai o resultado esperado, a primeira coisa que eu quero é ir para
casa. Dirigir me deixa mais calmo, mas nem isso me acalma. Vou para
casa, me fecho na minha, não falo com ninguém. Minha esposa sofre essa
hora. Não falo com ela, não abro a boca. Mas é que a partir de quando
você se cobra tanto, é óbvio que acontece um negócio desses.

JOGOS OLÍMPICOS

Com 33 anos em 2020, Wallace estará em Tóquio (Nos Jogos Olímpicos)?Espero que sim. Se estiver inteiro, vou estar lá sim. Meus objetivos profissionais, já cumpri o maior de todos que é a Olimpíada. Mas eu não tenho uma Liga Mundial, não tenho nenhum Mundial, são campeonatos que ainda preciso ganhar para ficar completo, né? Mas a questão de estar em 2020 em Tóquio vai depender muito do meu físico. Vou trabalhar para isso, não tenha dúvida (veja o trecho em que ele fala sobre Superliga, assédio e o novo técnico da seleção).E o assédio depois de se destacar no ouro olímpico? Aumentou?Sim, cara. Demais. Eu achava até estranho porque muita gente me conheceu. No Nordeste, era pior do que aqui em Taubaté, São Paulo ou Belo Horizonte, onde fiquei tantos anos. Impressionante. Eu não conseguia andar na cidade. E sempre o pessoal falava: ó o macho alfa. Sabe de quem? Eu fiquei de cara. Achava que depois do “Giba Neles!”, não haveria mais bordão. Realmente, o pessoal fala muito “Sabe de quem? Sabe de quem?”. Até hoje o pessoal continua falando. Isso pegou.

O Serginho não estará presente nesse ciclo. Quem assume essa função de liderança que ele exercia com o grupo?O Bruno né, cara? Certeza que seja ele. Por ele já ser bem
cascudo, é bem experiente. Acho que ele será o grande líder, não só para
agora. Ele já era um grande líder. Sabe lidar com algumas situações
ali. Isso nós estamos bem munidos. Não vamos ter grandes diferenças,
grandes dificuldades para liderar a equipe ali não.

Qual é a seleção que pode surpreender na próxima Olimpíada, além daquelas que vocês, normalmente, já ficam de olho?Acho que a Sérvia. Não estava nas
olimpíadas, mas se estivesse daria um trabalho dos grandes. Também há n
seleções. Em quatro anos, tem muita água para correr

mudanças na seleção

Já teve uma conversa com o Renan (Dal Zotto) desde que ele assumiu a seleção?Conheço o Renan, mas não como técnico. Conheço
como o dirigente que trabalhava na CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) na época que o Bernardo ainda
estava. Mas o Éder, o Mário (Junior) e outras pessoas já conhecem ele como
técnico. Tive uma conversa em um dos jogos em Taubaté. Ele perguntou
como eu estava. Eu disse que “estava aí”. Não estava no melhor do meu
físico, do meu técnico e tático. Estava esgotado demais. Depois da
Olimpíada, tive uma semana de folga e fui ter folga de novo só no ano
novo e Natal. Isso cansa muito. O corpo fica destruído. Você não dá
descanso pras articulações e músculos.

Durante a Olimpíada, vocês imaginavam que o Bernardinho estava para deixar o cargo? Em momento algum o Bernardinho comentou que
sairia. Em algumas vezes, a gente sabia que isso iria acontecer uma hora
ou outra. Nós ali dentro imaginávamos. O cara ficou, sei lá, quantos
anos na seleção. Não há mulher que agente, não há filha que gente. Uma
hora ele teria que escolher entre clube ou seleção. Por um lado ele fez
bem, saiu por cima, uma Olimpíada dentro de casa sendo campeão, deixou um
legado espetacular para o próximo técnico.E o peso para quem fica após a saída de um técnico tão vitorioso?Comparações
a parte, o trabalho vai ser o mesmo. Os jogos vão ser os mesmos. As
equipes vão estar diferentes. Mas o comprometimento vai ser o mesmo,
isso não vai mudar e isso já é meio caminho andado.

HEGEMONIA DO CRUZEIRO

Você estava no time que tem a hegemonia da Superliga e foi para o time que quer tomá-la. Há uma motivação especial em competir com seu ex-time?Lógico que tem uma motivação a mais. Até pelo fato de o Taubaté não ter chego em uma final. Eu vim para cá exatamente por isso. Eu quero ajudar o time a estar em uma final. E não só na final. Eu quero o título. Quem me conhece, sabe, na hora do vamos ver, eu vou brigar, vou xingar, vou fazer o que for para a gente sair com o título, sair com a medalha. Eu não mudei nada do Cruzeiro para cá, isso só aumentou mais minha gana de ganhar o campeonato.Outro destaque do ouro olímpico está do seu lado em quadra, o Lucarelli. Como é sua relação com ele?A gente sabe das nossas responsabilidades dentro da quadra. Não só nós como o Éder também. A gente sabe que tem um pesinho maior dentro de quadra. Quando necessário, o Rapha vai levantar para um de nós dois e temos que corresponder à altura. A gente sabe lidar muito bem com isso. Depois das Olimpíadas, estou sendo mais cobrado. O Lucarelli e o Éder têm sido mais cobrados. A gente tem que saber lidar com essas cobranças. Pelo menos eu estou tirando de letra tudo isso daí.

VIDA EM TAUBATÉ

E como está a vida em Taubaté? Se adaptou bem a uma cidade do interior?Está excelente. Você vê. O percurso de casa até o clube, devagar, levamos sete,
oito minutos. Eu não gosto de trânsito, digo aqueles caóticos como São
Paulo, em Belo Horizonte também pegava um transitozinho. A cidade é bem
acolhedora, o pessoal conhece e gosta de vôlei. Os jogos sempre lotam.
Isso é bom para nós e para a cidade (confira o trecho em que ele fala da chegada do filho e da rotina em Taubaté no vídeo acima).

Você é ou sonha ser pai em breve?Já está bem encaminhado. Se Deus quiser, final de maio e começo de junho o Max já está aí já. É um nome que sempre gostei, acho diferente. É um nome curto, não tem nada demais nele. Eu gostei, minha mulher também gostou. A Superliga já terá acabado, mas será durante a Liga Mundial. Cheguei a conversar com o Renan sobre isso. Eu não vou poder viajar porque quero ver meu filho nascer. Diferente dos caras da geração passada que viam os filhos nascer por webcam. Eu não quero isso para mim. Eu quero estar perto. O Renan falou: “você está certíssimo, cara. A gente vai planejando, vai ficar bom para mim e para você”.

Como é a rotina do Wallace em Taubaté?Normalmente, a gente treina duas vezes por dia.
Quando tem folga, geralmente é de manhã. Eu fico em casa, só saio quando
tenho que resolver algo que eu não consiga pela internet. Aí saio para
almoçar, tomo o meu açaí de todo dia antes do treino. Eu faço em casa.
Compro o pote bruto, deixo descongelando e mando brasa.

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