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Mano questiona conceitos e cita rival: “O mais jovem escolheu três volantes”

30 de novembro de -0001
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A passagem do técnico Antônio Bielsa pelo Brasil, em evento realizado na CBF, levantou uma discussão no “Redação SporTV” sobre técnicos que fizeram “escola” no futebol e os medalhões do mundo da bola. Técnico do Cruzeiro, Mano Menezes participou do programa e, quando perguntado sobre as diferentes gerações, questionou a atribuição de novos conceitos somente aos novatos e vice-versa. O exemplo veio através de Roger Machado, técnico do Atlético-MG, de 42 anos, e um dos treinadores da “nova safra” – ele inclusive levou a melhor sobre Mano ao vencer o Campeonato Mineiro (assista ao vídeo).

– Sempre se mostrou trabalho. Essa confusão, às vezes até intencional que se faz, de querer polarizar as coisas, porque agora temos técnicos jovens e os outros não são tão bons, tem que ter calma na análise das coisas. Acabamos de jogar uma final do Campeonato Mineiro onde tínhamos um técnico mais experiente (o próprio Mano, de 54 anos) e um técnico mais jovem (Roger Machado). E na reta final da competição, principalmente nos últimos jogos, o técnico mais jovem escolheu colocar três volantes para igualar a decisão. Então, calma! – afirmou, sem citar o nome do técnico do Galo.

Para Mano Menezes, é preciso cuidado na hora de separar “velhos” e “novos” como se ambos não pudessem adotar os mesmos conceitos ou utilizar recursos que eventualmente são atribuídos a determinada “escola”. Para ele, a renovação é importante, mas é preciso tomar certos cuidados. 

– A gente tem que respeitar o futebol, o futebol é jogado, vencido e perdido de muitas maneiras, e é bom ter um pouco de calma com esses modismos. Sempre se trabalhou muito. Não conheço nenhum técnico  campeão brasileiro que não tenha feito um trabalho muito árduo para conseguir isso, seja ele mais jovem ou mais experiente. Se há renovação, e é bom que haja, é salutar para o futebol brasileiro e para os técnicos, a gente tem que saber valorizar quem faz um bom trabalho. Todo treinador que fizer um bom trabalho, seja ele mais pra cá ou mais pra lá, certamente o campeão trabalha muito – disse. 

 Ao analisar o cenário do futebol, Mano fez um alerta acerca do chamado modelo europeu e destacou a escola brasileira. Para ele, a seleção treinada por Tite tem um papel fundamental para recuperar a essência do que se tornou um modelo. 

– O Brasil tem uma escola de futebol e essa escola se tornou vencedora no mundo toda e reconhecida como uma maneira de jogar, que nos últimos anos se perdeu um pouco. Atrás dessa recuperação que estamos trabalhando. Novamente tem um padrão e acho que esses passos que estamos dando caminham nessa direção. A seleção brasileira tem um papel importante nisso, sempre foi a maior referência no país, e a está em franca recuperação. É um caminho que começa de novo a se encontrar – disse.

O treinador, que não conseguiu comparecer ao evento que contou com Bielsa, disse ter tomado conhecimento do conteúdo das palestras. Embora exaltou a necessidade de atualização e de estudar novos conceitos, ele alertou para a necessidade de analisar se um modelo aplicado é adequado ao futebol brasileiro.

– Temos o dever de estudar todo mundo (…) Também temos cultura o suficiente para saber separar o que é bom e o que não é bom para nós brasileiros. Nem tudo que vem de lá ou se fala lá tem que fechar os olhos e seguir. Talvez esse seja o maior equívoco que a gente tem cometido nos últimos anos, se voltar muito para a filosofia europeia, querer imitar muito do que fizeram lá sem questionar se realmente aquilo era o essencial e bom para o futebol brasileiro. Temos que aprofundar essa discussão para não apenas copiar, mas criar, recuperar e dar seguimento para nossa cultura de futebol – afirmou.  

Mano está com a deleção celeste em Assunção, no Paraguai, onde o Cruzeiro enfrenta o Nacional nesta quarta-feira, às 19h15, pela Sul-Americana. O SporTV transmite ao vivo, com narração de Jaime Júnior, comentários de Henrique Fernandes e reportagem de Pedro Augusto Correia.  

+ Mano Menezes relaciona 20 jogadores para enfrentar o Nacional-PAR+ Uma manhã com Tite, Bielsa e Capello – e o que eles nos ensinam sobre o jogo+ Técnicos da Série A ignoram encontro de Tite, Bielsa e Capello na CBF+ Tite cita 82 como modelo, explica Seleção e critica supervalorização de técnicos

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