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Péricles Bassols vê vídeo com “mínima interferência” em decisões de árbitros

30 de novembro de -0001
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A partida entre Sport e Salgueiro, pela final do Campeonato Pernambucano terminou em 1 a 1, mas ficou marcada por uma situação histórica: o primeiro uso do árbitro de vídeo no futebol brasileiro. O lance aconteceu aos 49 do segundo tempo após o juiz José Washington da Silva marcar pênalti para a equipe visitante. Após seis minutos de revisão e discussão do lance, a penalidade foi confirmada. O comandante do recurso de vídeo na ocasião foi o árbitro Péricles Bassols, que, em participação no “Redação SporTV” desta quarta-feira, destacou alguns pontos do procedimento para o uso da ferramenta (assista ao vídeo acima).

O juiz explicou que o protocolo adotado pela Ifab (International Football Association Board) define quatro pontos cruciais onde o árbitro de vídeo pode intervir sem que o juiz de campo solicite. São eles: lances onde há dúvida sobre um gol ter ocorrido ou não, marcações de pênaltis, expulsão de um jogador errado ou dúvida em relação a cor do cartão que deveria ser mostrado para um atleta (um jogador que recebeu vermelho deveria ter recebido amarelo, por exemplo). O alemão Dirk Schlemmer, representante da Ifab, esteve presente na final do estadual, assim como Sérgio Corrêa, que comanda a arbitragem brasileira, Wilson Seneme, representante da Conmebol e Manuel Serapião, instrutor de arbitragem da CBF.

Para Bassols, não existe a possibilidade de que os árbitros percam a autoridade dentro de campo e que se tornem representantes do que acontece do lado de fora. O árbitro explica que o protocolo prevê “mínima interferência” justamente para que as decisões em campo continuem sendo as mais importantes.

– O protocolo prevê que só se entre para fazer intervenção ou reformar a decisão do árbitro em casos claros. As situações de interpretação devem ser conduzidas pelo árbitro, e o protocolo fala em “mínima interferência”, a gente interferir o mínimo possível para que o jogo ande de acordo com as decisões do árbitro – analisou.

Bassols também explicou o procedimento realizado após a solicitação da revisão do pênalti pelo árbitro. No caso do lance que aconteceu na partida do último domingo, por ser um evento interpretativo, o árbitro de campo é quem deve acionar o recurso de vídeo.

– A gente volta o vídeo e, ao ver que é uma decisão interpretativa, espera a chamada dele, porque eu não faço contato com ele a menos que seja um lance claro. E ele fez contato com a gente colocando a decisão dele em dúvida porque eles em equipe se colocaram em dúvida. Ao ver o lance e ver que era um lance interpretativo, não era um lance claro, a minha informação para ele foi de que ele deveria ir na área de revisão e ver o lance novamente para confirmar o primeiro sentimento dele com o complemento das imagens. Esse é o protocolo de como a gente deve agir em situações assim. Lembrando que uma situação interpretativa não é para ser revista a todo momento, ela é realmente do sentimento de interpretação do árbitro e, caso ele se coloque em dúvida, tendo a ferramenta, já que a gente não pode dissociar a questão humana da coisa, ele pode solicitar – afirmou.

Além disso, uma situação de um lance claro também foi imaginada por Bassols, sempre seguindo o protocolo da Ifab. Nesta situação, o árbitro de vídeo aciona o juiz dentro de campo e, caso o juiz concorde com a decisão, a mesma será modificada imediatamente. No momento da conferência, o árbitro em campo deve sinalizar que está ouvindo o assistente de vídeo.

– Vamos fazer uma suposição sobre um lance claro. Se o lance fosse claro e eu dissesse para ele: “Olha, você deixou passar uma situação, um pênalti ou um cartão vermelho claro e você deixou passar”. Se foi claro e ele aceita minha decisão, ele vai reformar a decisão dele imediatamente fazendo primeiro o sinal de que está me ouvindo com a mão no ouvido e, segundo, fazendo o sinal de televisão dizendo que o lance já foi revisto. Em um caso como esse, quando ele se coloca em dúvida e me pede ajuda, eu sugiro que ele revise o lance por ele mesmo – falou.

Mesmo com a utilização do árbitro de vídeo, o lance segue gerando discussões. Ney Franco, treinador do Sport, foi um, que mesmo com o recurso tecnológico, considerou que o lance não deveria ter sido marcado. Fato é que a penalidade foi convertida por Jean Carlos, e o Salgueiro pode empatar sem gols para ser campeão estadual. A partida decisiva acontece em 18 de junho.

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O juiz explicou que o protocolo adotado pela Ifab (International Football Association Board) define quatro pontos cruciais onde o árbitro de vídeo pode intervir sem que o juiz de campo solicite. São eles: lances onde há dúvida sobre um gol ter ocorrido ou não, marcações de pênaltis, expulsão de um jogador errado ou dúvida em relação a cor do cartão que deveria ser mostrado para um atleta (um jogador que recebeu vermelho deveria ter recebido amarelo, por exemplo). O alemão Dirk Schlemmer, representante da Ifab, esteve presente na final do estadual, assim como Sérgio Corrêa, que comanda a arbitragem brasileira, Wilson Seneme, representante da Conmebol e Manuel Serapião, instrutor de arbitragem da CBF.

Para Bassols, não existe a possibilidade de que os árbitros percam a autoridade dentro de campo e que se tornem representantes do que acontece do lado de fora. O árbitro explica que o protocolo prevê “mínima interferência” justamente para que as decisões em campo continuem sendo as mais importantes.

– O protocolo prevê que só se entre para fazer intervenção ou reformar a decisão do árbitro em casos claros. As situações de interpretação devem ser conduzidas pelo árbitro, e o protocolo fala em “mínima interferência”, a gente interferir o mínimo possível para que o jogo ande de acordo com as decisões do árbitro – analisou.

Bassols também explicou o procedimento realizado após a solicitação da revisão do pênalti pelo árbitro. No caso do lance que aconteceu na partida do último domingo, por ser um evento interpretativo, o árbitro de campo é quem deve acionar o recurso de vídeo.

– A gente volta o vídeo e, ao ver que é uma decisão interpretativa, espera a chamada dele, porque eu não faço contato com ele a menos que seja um lance claro. E ele fez contato com a gente colocando a decisão dele em dúvida porque eles em equipe se colocaram em dúvida. Ao ver o lance e ver que era um lance interpretativo, não era um lance claro, a minha informação para ele foi de que ele deveria ir na área de revisão e ver o lance novamente para confirmar o primeiro sentimento dele com o complemento das imagens. Esse é o protocolo de como a gente deve agir em situações assim. Lembrando que uma situação interpretativa não é para ser revista a todo momento, ela é realmente do sentimento de interpretação do árbitro e, caso ele se coloque em dúvida, tendo a ferramenta, já que a gente não pode dissociar a questão humana da coisa, ele pode solicitar – afirmou.

Além disso, uma situação de um lance claro também foi imaginada por Bassols, sempre seguindo o protocolo da Ifab. Nesta situação, o árbitro de vídeo aciona o juiz dentro de campo e, caso o juiz concorde com a decisão, a mesma será modificada imediatamente. No momento da conferência, o árbitro em campo deve sinalizar que está ouvindo o assistente de vídeo.

– Vamos fazer uma suposição sobre um lance claro. Se o lance fosse claro e eu dissesse para ele: “Olha, você deixou passar uma situação, um pênalti ou um cartão vermelho claro e você deixou passar”. Se foi claro e ele aceita minha decisão, ele vai reformar a decisão dele imediatamente fazendo primeiro o sinal de que está me ouvindo com a mão no ouvido e, segundo, fazendo o sinal de televisão dizendo que o lance já foi revisto. Em um caso como esse, quando ele se coloca em dúvida e me pede ajuda, eu sugiro que ele revise o lance por ele mesmo – falou.

Mesmo com a utilização do árbitro de vídeo, o lance segue gerando discussões. Ney Franco, treinador do Sport, foi um, que mesmo com o recurso tecnológico, considerou que o lance não deveria ter sido marcado. Fato é que a penalidade foi convertida por Jean Carlos, e o Salgueiro pode empatar sem gols para ser campeão estadual. A partida decisiva acontece em 18 de junho.

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