Header Ad

Jungmann fala em “golpear o crime” no Rio, mas diz que não haverá milagre

30 de novembro de -0001
90 Visualizações

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse hoje (27) que as ações do Plano Nacional de Segurança no Rio de Janeiro serão focadas em três pilares: integração, inteligência e surpresa. Ele afirmou que será feito um “trabalho duro” envolvendo diversos órgãos para amenizar o quadro de insegurança e pediu o apoio da sociedade, mas destacou que não se deve esperar por “milagres”.

Na avaliação do ministro, apesar de o problema da segurança não ser uma exclusividade do Rio de Janeiro, a situação é mais grave no estado. “Não esperem milagres e nem resultados imediatos. Eles virão com um trabalho duro, muitas vezes de formiguinha, às vezes de grande impacto. Não esperem porque, para chegarmos nesta situação que estamos hoje, demorou décadas e isso não vai mudar do dia para a noite”, disse o ministro pouco antes de reunião do Estado-Maior Conjunto, que incluiu integrantes das forças de segurança estado do Rio, na sede do Comando Militar do Leste.

O ministro aproveitou para pedir apoio da sociedade ao plano. Ele alertou para possíveis reações das facções criminosas, que serão atingidas com a identificação, obstrução e destruição das rotas e da localização dos arsenais do tráfico.

“É preciso ter em conta que dado o avanço e o ponto em que chegou a criminalidade do Rio de Janeiro, sim, vamos ter reações. É muito importante que a sociedade entenda que é preciso enfrentá-los”, indicou.

Ele disse esperar que a participação da sociedade se dê também em nível político. “Que os representantes políticos do Rio de Janeiro relevem os seus projetos pessoais e até a sua indiferença, mas assegurem o combate o crime”.

Jungmann sugeriu a formação de uma força-tarefa no estado com a participação dos ministérios públicos federal e estadual e defendeu a redução do tempo para a liberação de mandados de busca e apreensão. “Embora entendamos a dificuldade do Judiciário não podemos esperar 15 dias por mandado de busca e apreensão. Não é possível”, apontou.

Fator surpresa e inteligência

Sobre o chamado fator surpresa, Jungmann afirmou que não haverá anúncios prévios sobre os efetivos e territórios onde serão realizadas as operações, nem mesmo a duração e os custos das ações para surpreender os criminosos. “Nos interessa, nessa lógica, alcançar e golpear o crime para reduzir a sua capacidade operacional”, disse. No fim de semana, o ministro já tinha adiantado o uso desta estratégia para combater o crime.

Jungmann destacou ainda a importância dos serviços de inteligência e coleta de informações e acrescentou a preocupação em reforçar a integração entre os efetivos e órgãos envolvidos no plano.

“Na integração nós trocamos informações, atuamos conjuntamente e dessa forma ampliamos a sinergia e a nossa capacidade de alcançar e golpear o crime organizado. Este será um trabalho, a exemplo da Olimpíada, integrado com o Centro de Comando e Controle e participação de todas as forças: Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Marinha, Exército e Aeronáutica”, apontou.

Forças Armadas

Segundo Jungmann, as medidas de segurança vão contar com ações sociais que serão realizadas pelo Ministério de Desenvolvimento Social em diferentes localidades. O ministro afirmou que não haverá a presença ostensiva das Forças Armadas ocupando as ruas, diferente do que ocorreu em outros momentos na cidade. “Pelo menos em princípio, [não haverá] as ações clássicas de ocupação de morros e comunidades. Não será isso”.

A aplicação do plano no Rio irá até o fim de 2018. A ideia é evitar um retrocesso na segurança quando as medidas terminarem. O ministro lembrou que a permanência militar no conjunto de favelas da Maré, onde foram aplicados R$ 400 milhões, durou um ano e meio e não foi alcançado o efeito esperado.

“As forças fizeram um grande trabalho, mas ao final, quando se retiraram, a situação voltou inclusive porque toda a infraestrutura social que foi prometida não foi entregue. Então, o que nós vimos, foi algo que custou R$ 400 milhões, a um custo altíssimo e um esforço muito grande das Forças Armadas, mas que ao final não resultou naquilo que nós queríamos que acontecesse”, apontou.

RECOMENDAMOS

Brasil
0 shares8 views

Temer: se reforma da Previdência não for votada este ano, será no início de 2018

CONEWS - dez 10, 2017

O presidente Michel Temer disse neste domingo (10) que a reforma da Previdência será aprovada, se não em 2017, "no…

Senado fará esforço concentrado para votar propostas às vésperas do recesso
Brasil
0 shares23 views
Brasil
0 shares23 views

Senado fará esforço concentrado para votar propostas às vésperas do recesso

CONEWS - dez 10, 2017

Às vésperas do recesso legislativo, que oficialmente começa no dia 23, os próximos 10 dias úteis de trabalho no Senado…

Brasil deixou recessão para trás, diz Temer na Argentina
Brasil
0 shares25 views
Brasil
0 shares25 views

Brasil deixou recessão para trás, diz Temer na Argentina

CONEWS - dez 10, 2017

O presidente Michel Temer declarou neste domingo (10) que a economia do Brasil deixou a recessão para trás com a…

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.