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Assalto a transportadora de valores no Recife tem ligação com o PCC, diz polícia

30 de novembro de -0001
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A organização criminosa que assaltou a transportadora de valores Brinks na madrugada do dia 21, no Recife, é ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), disse hoje (2) o delegado titular da Delegacia de Roubos e Furtos da Polícia Civil de Pernambuco, João Gustavo Godoy, responsável pela investigação, denomidada Operação Durga, deflagrada ontem (1º) em Pernambuco, São Paulo e no Rio Grande do Norte.

A operação cumpre seis mandados de prisão, 17 de busca e apreensão e dois de condução coercitiva. Cinco dos suspeitos foram detidos, incluindo os principais integrantes da organização em Pernambuco. A quadrilha tem braços em vários estados.

Um dos suspeitos é um morador de Nova Odessa (SP) e está foragido. Ele é apontado como a pessoa que estabeleceu a relação com o PCC. De acordo com Godoy, o homem foi preso em 2008  junto com o suposto líder da organização. Na época, foram acusados  de explodir um estabelecimento financeiro na região da Mata Sul pernambucana. “Foi quando começou a parceria dos dois”, informou o delegado.

A partir daí, eles formaram uma organização criminosa complexa, com divisão de tarefas, e inclusive com terceirização de práticas criminosas. “Muitas partes dessa ação são subcontratadas. O armamento vem de um estado, as pessoas que vão agir vem de outros, e depois da ação, cada um vai embora para os seus estados, o que dificulta a ação da polícia”, disse.

Prisão

Entre os presos, estão dois homens de confiança do suposto líder da quadrilha. Um deles aparece em imagens de câmeras de segurança que registraram outros roubos, como a explosão de um caixa eletrônico localizado dentro do Instituto Ricardo Brennandt, no Recife.

Outros dois alvos dos mandados já estavam presos por outros crimes. Um deles está no Recife, no Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), onde foi identificada negociação de cerca de R$ 50 mil por meio de agiotagem dentro da unidade prisional. O outro é do Rio Grande do Norte e está preso há três meses. Há ainda indícios da atuação do grupo em Alagoas.

A polícia estima que de 12 a 15 pessoas tenham participado do assalto à transportadora Brinks. O valor roubado permanece indeterminado, mas os investigadores dizem que é menor do que os R$ 60 milhões que chegou a ser noticiado pela imprensa à época. “O braço de Pernambuco foi esfacelado e todo mundo foi preso. A gente ainda tem que avançar para prender os outros e identificar a estrutura financeira e tentar fazer bloqueios para impedir a continuidade da organização”, afirmou o delegado responsável pelo caso.

A dimensão do assalto chamou a atenção. O ataque à transportadora ocorreu em fevereiro, no Recife. Os assaltantes organizaram uma operação complexa para o roubo, com carros blindados, caminhões, carros incendiados para bloqueios de vias e armamento pesado, como fuzis – inclusive de ataques antiaéreos.

Carreira política

Ao investigar o suposto líder da organização em Pernambuco, a Polícia Civil descobriu que ele vinha investindo em uma possível carreira política. No período da Páscoa, o suspeito levou dois caminhões pequenos de chocolate à sua comunidade, a UR-7, no bairro da Várzea. Segundo a polícia, ele pretendia se candidatar a vereador. Há indícios, também, de que ele financiou campanhas políticas, mas a polícia não informou quais os partidos ou políticos beneficiados, pois as investigações estão sob sigilo.

O investigado também tem dois galpões, frequentava leilões de carros e estava finalizando a construção de flats na Várzea. Ele trabalha como agente de trânsito no município de Olinda.  O delegado João Gustavo informou que o líder é alvo de outras duas investigações e a polícia já tentava estabelecer sua participação nos crimes, mas nunca foram encontradas provas para indiciá-lo – até agora, segundo Godoy.

Já o integrante da quadrilha em São Paulo tem uma vida de ostentação, conforme o delegado. Ele dirige carros de luxo, como um camaro, e tem antecedentes criminais por roubo. Em março, foi detido por irregularidades no veículo que dirigia e posse de drogas, mas foi solto ainda no primeiro semestre.

Delação premiada

De acordo com a Polícia Civil, a colaboração de um dos integrantes da organização criminosa foi determinante para conseguir evidências e chegar até os detidos. Por isso, o delegado João Gustavo e o procurador do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Ricardo Lapenda, coordenador Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), articulam um acordo de delação premiada para beneficiá-lo.

“O que ele trouxe à investigação foi de tal importância que se não houvesse as informações dele não se avançaria em nada”, afirma Lapenda. “Esse delator faz parte de uma quadrilha extremamente violenta, com ligação com o PCC, e a gente sabe que a pena desse cidadão dentro de um presídio pode ser a morte, com certeza”.

Os termos do acordo ainda não foram estabelecidos. A identidade do delator – que atualmente está solto – é sigilosa. 

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