Header Ad

Presidente da Câmara diz que Rio precisa de coordenação federal

30 de novembro de -0001
88 Visualizações

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse hoje (4) que o Rio de Janeiro depende da coordenação federal para lidar com problemas fiscais e com a situação da segurança, que, afirmou, “caminhava para a convulsão social”.

“Infelizmente, hoje, a gente tem que dizer a verdade. O Rio de Janeiro precisa, sim, da coordenação federal. Nunca defendi a intervenção federal, mas a coordenação, tanto no ponto de vista fiscal como no ponto de vista de segurança, é fundamental a participação do governo federal”, disse Maia, que enumerou a ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Regime de Recuperação Fiscal e a presença das Forças Armadas no Rio.

“Se existisse um instrumento de falência, talvez o Rio tivesse que declarar falência. É um déficit que, com a situação atual, é quase impagável”, disse.

O presidente da Câmara assistiu, ao lado de outros parlamentares, a uma apresentação do ministro da Defesa, Raul Jungmann, e de oficiais das Forças Armadas sobre ações desenvolvidas nas fronteiras como parte do enfrentamento ao crime organizado no país. A reunião foi na Escola Superior de Guerra, na Urca, zona sul da cidade. Maia defendeu que as fronteiras são fundamentais no enfrentamento à violência na cidade.

Drogas e armas

“A droga não é produzida aqui e a arma também não. Se não cuidarmos da fronteira, nunca teremos sucesso no combate ao crime organizado no Rio de Janeiro”, opinou.

Maia contou ainda que uma pauta de discussão sobre a legislação que abrange a segurança pública está sendo construída para envolver secretários de segurança, administração penitenciária e justiça na Câmara. Ele ponderou, no entanto, que leis não podem resolver a situação do Rio no curto prazo.

“O determinante no Rio de Janeiro hoje, infelizmente, não são as leis. Se fossem as leis, era mais fácil. Temos quase uma convulsão social, e isso a lei não vai resolver no curto prazo. A lei ajuda, a lei constrói em conjunto uma estrutura para que os órgãos de segurança possam atuar de forma mais efetiva”, explicou.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, avaliou que a primeira semana da atuação das Forças Armadas no Rio  foi de reconhecimento e comparou a presença ostensiva dos militares nas ruas a uma “anestesia”, que combate o desconforto apenas momentaneamente.

Ele explicou que o foco da operação envolve ações de inteligência para reduzir a capacidade operacional do crime organizado e destacou que a presença constante das Forças Armadas nas ruas não é possível, nem adequada. 

“Não é possível mantê-las nesse nível [de ostensividade] em uma cidade do tamanho do Rio de Janeiro permanentemente. Não há recursos para isso e tampouco isso vai reduzir a capacidade operacional do crime. Não é isso. O objetivo número um é desarmar o Rio de Janeiro, e, sobretudo, os fuzis”.

Jungmann disse que as Forças Armadas atuarão dando apoio às polícias sempre que for preciso, mas não coordenarão as ações: “A liderança dessas operações não é das Forças Armadas. É da inteligência, das polícias” finalizou.

RECOMENDAMOS

Brasil
0 shares6 views

Temer: se reforma da Previdência não for votada este ano, será no início de 2018

CONEWS - dez 10, 2017

O presidente Michel Temer disse neste domingo (10) que a reforma da Previdência será aprovada, se não em 2017, "no…

Senado fará esforço concentrado para votar propostas às vésperas do recesso
Brasil
0 shares23 views
Brasil
0 shares23 views

Senado fará esforço concentrado para votar propostas às vésperas do recesso

CONEWS - dez 10, 2017

Às vésperas do recesso legislativo, que oficialmente começa no dia 23, os próximos 10 dias úteis de trabalho no Senado…

Brasil deixou recessão para trás, diz Temer na Argentina
Brasil
0 shares25 views
Brasil
0 shares25 views

Brasil deixou recessão para trás, diz Temer na Argentina

CONEWS - dez 10, 2017

O presidente Michel Temer declarou neste domingo (10) que a economia do Brasil deixou a recessão para trás com a…

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.