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China tem como meta tirar 43 milhões da pobreza até 2020

30 de novembro de -0001
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A China pretende erradicar a pobreza até 2020. De acordo com a Fundação para Alívio da Pobreza, vinculada ao Ministério de Assuntos Civis chinês, existem 43,35 milhões de pobres no país. Em 1978, início da política de reforma e abertura econômicas, eram 250 milhões nessa situação.

Na segunda potência econômica mundial, a pobreza está concentrada nas áreas rurais, em regiões montanhosas e remotas, com minorias étnicas ou atingidas por desastres naturais, como inundações e terremotos, em 22 províncias do Centro e do Oeste do país. A população rural chinesa corresponde a 44% dos mais de 1,3 bilhão de habitantes.

Segundo a Fundação para Alívio da Pobreza, o governo central chinês segue os parâmetros da Organização das Nações Unidas e considera pobre quem vive com menos de US$ 1 por dia, o que significa que está nesta situação quem tem uma renda per capita anual abaixo de 2,5 mil iuanes (cerca de R$ 1,25 mil).

Entre as políticas de redução da pobreza rural estão programas de apoio a cooperativas agrícolas e ao turismo rural, isenção de impostos para os trabalhadores rurais, ampliação da cobertura dos serviços médicos e da educação obrigatória gratuita e microfinanciamentos a juros baixos a domicílios pobres para melhorar a produtividade no campo.

O diretor do Departamento Internacional da Fundação para Alívio da Pobreza, Wu Peng, também cita que as políticas públicas incluem capacitação da mão de obra, construção de infraestrutura e reassentamento de quem vive em regiões com terras inférteis e de difícil acesso. Ele acrescentou que o governo mobiliza empresas privadas para ajudar no combate à pobreza.

Para Wu Peng, o objetivo de erradicar a pobreza até o final desta década é viável com os parâmetros atuais. A meta, segundo ele, é retirar desta situação em torno de 10 milhões de pessoas por ano. “Temos plena confiança de que vamos acabar com a pobreza até 2020. No ano passado, tiramos 14 milhões da pobreza”, disse. “Temos uma garantia institucional porque o governo central determinou ser um dever a redução da pobreza para os governos provinciais, municipais e distritais”.

Combate à pobreza

Dos 91 milhões de habitantes de Sichuan, província no sudoeste do país, 2,7 milhões são pobres, informou o vice-inspetor do Escritório de Redução da Pobreza do governo local, Zhang Haipeng. “Ao mesmo tempo em que tivemos um desenvolvimento econômico acelerado nos últimos anos, ainda temos uma tarefa muito árdua no trabalho de redução da pobreza”, disse.

O vice-inspetor ressaltou a necessidade da precisão nas políticas de redução da pobreza, em que são identificadas as causas com a subsequente implantação de medidas de apoio para cada caso. “Aplicamos diferentes políticas a diferentes pessoas e lares pois são diversas as causas da pobreza”, explicou.

Segundo Zhang, entre as medidas para retirar a população da pobreza figuram o desenvolvimento industrial para aumentar a geração de postos de trabalho e a ampliação da assistência médica. “De acordo com as estatísticas, a enfermidade é a causa da pobreza para 1 milhão de pessoas em Sichuan. Nosso objetivo é que possam ter acesso a serviços de saúde. Os gastos médicos não podem ultrapassar 10% da sua renda. O restante é coberto pelo governo”, disse.

Outro mecanismo são os subsídios a quem perdeu a capacidade de trabalho. De acordo com o funcionário, a província tem 1 milhão de habitantes nessa situação. Para esses casos, o governo paga 3,3 mil iuanes (cerca de R$ 1,65 mil) ao ano a cada pessoa. “Quem ganha menos que 3,3 mil iuanes é considerado pobre em Sichuan”, disse Zhang.

Nos povoados de Nanshan e Yongtai, no distrito de Zhongjiang, em Sichuan, o trabalho de erradicação da pobreza é feito por meio do incentivo ao turismo rural e ao desenvolvimento da indústria agrícola, com produção de uvas, kiwis, gengibre e cogumelos.

O camponês Jin Shuguang, de 52 anos, nativo de Nanshan, conta que sempre cultivou flor de lótus cujas sementes são comestíveis e as folhas são usadas na produção de medicamentos tradicionais chineses. Ele diz que viu sua renda aumentar desde o ano passado quando passou a vender refeições, chá e raiz de lótus para turistas depois da melhora da infraestrutura na região que atraiu visitantes.

*A repórter viajou a convite do Centro de Imprensa China-América Latina e Caribe

 

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