Header Ad

Maggi diz que crise do leite no Brasil se resolverá com retomada da economia

30 de novembro de -0001
33 Visualizações

Segundo Maggi, o leite não precisa de incentivos para ser consumido no Brasil e a retomada da economia deve resolver a situação dos produtores, prejudicados pela queda dos preços internos. “Todos nós consumimos leite pela manhã, compramos produtos com leite. Para aumentar o consumo tem que aumentar a renda. Quanto maior a renda dos consumidores, mais eles partirão para a compra de comida e de insumos pessoais”.

Produtores de leite brasileiros reclamam de queda no preço do produto no mercado internoArquivo/Agência Brasil

O ministro reconheceu que o governo poderia comprar o leite, estocá-lo e vendê-lo quando as condições de mercado estivessem melhores, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mas disse que não há orçamento para isso neste momento. “O ministério não tem orçamento. Há uma discussão dentro do MDA [Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário] para que possam alocar algum recursos ainda neste ano e a gente possa fazer uma compra maciça, enxugando o mercado, isso ajuda bastante.”

Em todo o Brasil, há mais de 1 milhão de produtores de leite e há registro de atividade leiteira em 99% dos municípios. Em toda a cadeia do leite estão envolvidos cerca de 4 milhões de trabalhadores.

Suspensão do Uruguai

Na semana passada, atendendo a uma demanda do setor e da Frente Parlamentar da Agropecuária, Maggi decidiu suspender as licenças de importação de leite do Uruguai. Mais barato, o leite uruguaio, de acordo com o ministro, tem contribuído para a crise no setor no Brasil e a situação está se transformando em quase insuportável para o produtor local, em função dos custos que inviabilizam competir com o produto do país vizinho. O argumento usado pelo ministro foi de que o Uruguai exporta mais leite do que poderia produzir, o que poderia sinalizar que o país vende ao Brasil leite comprado de terceiros.

Hoje, Maggi voltou a falar sobre o assunto e disse que uma comitiva brasileira deverá ir essa semana ao Uruguai para fazer as vistorias necessárias. “Temos que acelerar as discussões externas e internas também. Eu vou dizer com toda a tranquilidade, não é uma medida definitiva, nós não conseguimos segurar isso por muito tempo. Até porque se eles [Uruguai] recorrerem à OMC [Organização Mundial do Comércio] e a qualquer organismo internacional, eles têm direito de vender o leite para o Brasil”, ponderou.

A suspensão da compra de leite uruguaio, segundo Maggi, valerá até que seja concluída a rastreabilidade do produto e só será revertida se conseguirem comprovar que 100% do volume exportado ao país são produzidos no Uruguai. O ministro defendeu o estabelecimento de uma cota de importação do produto pelo Brasil, o que ajudaria a regular o mercado.

Parceiro comercial

O comércio com o Brasil é estratégico para o Uruguai. Dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) mostram que o Brasil comprou 86% da produção de leite em pó desnatado uruguaio e 72% do integral, em 2017. Nos primeiros seis meses deste ano, já foram importadas 41.811 toneladas de leite em pó do país vizinho. No total, 36% do comércio de produtos do agronegócio e 25% de todos os produtos comercializados entre os países referem-se a produtos lácteos.

Ao receber a notícia da suspensão, o governo uruguaio se disse surpreso e afirmou que a decisão foi tomada de forma unilateral pelo Brasil, sem nenhuma advertência anterior. Segundo o chanceler Rodolfo Nin Novoa, é “absolutamente insustentável que se diga que o Uruguai triangula leite para vender ao Brasil”. Novoa diz que o Uruguai vende 100 mil toneladas de leite por ano ao Brasil. Por outro lado, importa apenas 300 toneladas de outros países.

O Uruguai advertiu que a postura do Brasil poderá prejudicar a abertura da União Europeia ao Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai). “Quando os negociadores da UE virem como, entre nós, seguimos colocando travas, nossa posição se torna inconsistente”, afirmou Novoa. O governo uruguaio enviou uma nota ao Brasil expondo esses riscos.

De acordo com nota divulgada pela presidência do Uruguai, na última sexta-feira (13), o presidente Michel Temer conversou por telefone com o presidente Tabaré Vázquez. Segundo os uruguaios, Temer comunicou “seu compromisso pessoal de que não haverá inconvenientes no ingresso de produtos lácteos uruguaios no Brasil”.

RECOMENDAMOS

Meirelles diz que Reforma da Previdência deve ser votada ainda este ano
Brasil
0 shares3 views
Brasil
0 shares3 views

Meirelles diz que Reforma da Previdência deve ser votada ainda este ano

CONEWS - nov 21, 2017

Meirelles participou nesta terça de audiência pública conjunta de quatro comissões da Câmara: de Finanças e Tributação, de Fiscalização Financeira…

Temer nomeia Alexandre Baldy para Ministério das Cidades
Brasil
0 shares3 views
Brasil
0 shares3 views

Temer nomeia Alexandre Baldy para Ministério das Cidades

CONEWS - nov 21, 2017

Alexandre Baldy assumirá o Ministério das CidadesFabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilEm seu primeiro mandato como deputado federal pelo estado de Goiás,…

Brasil
0 shares22 views

MPF diz que foi montado cartel dentro da Transpetro para ganhar licitações

CONEWS - nov 21, 2017

A Polícia Federal (PF) prendeu hoje temporariamente (21) o ex-gerente da Transpetro José Antônio de Jesus, principal alvo da 47ª…

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.