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Tragédias naturais nos Estados Unidos custaram US$ 350 bilhões na última década

30 de novembro de -0001
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Segundo o Government Accountability Office (GAO, sigla em inglês para Agência de Prestação de Contas do governo, livre tradução), a projeção é de que o custo para recuperar danos decorrentes de fenômenos causados por climas extremos deve aumentar no curto e médio prazos.

Bombeiros trabalham no combate ao fogo próximo a Sonoma, na CalifórniaReuters/Jim Urquhart/Direitos Reservados

O relatório prevê que os custos podem chegar a atingir um orçamento anual de US$ 35 bilhões até 2050. O texto diz se o governo norte-americano não se planejar para estes custos recorrentes de problemas climáticos,  eles podem ser um alto risco para as finanças do governo.

“O governo federal não realizou planejamento estratégico.  Isso precisa ser feito para mensurar os efeitos econômicos das alterações climáticas e identificar riscos significativos, além de dimensionar respostas federais apropriados”, conclui o texto.

O GAO recomendou que o departamento econômico identifique riscos climáticos significativos, para que o governo possa dar respostas apropriadas e planejar os recursos necessários.  A agência advertiu que o país terá de gastar muito, caso as emissões globais de monóxido de carbono não diminuam.

A agência recomendou à administração federal que crie respostas apropriadas. Depois de assumir a Casa Branca em Janeiro, o presidente Donald Trump retirou os Estados Unidos do acordo sobre as mudanças climáticas firmado pelas Nações Unidas em Paris. Desde a campanha, o presidente norte-americano argumenta não estar convencido de que a interferência humana faça diferença no aquecimento global.

Internamente, Trump anulou decretos que limitavam a geração de energia fóssil e suspendeu restrições à indústria petrolífera. 

Gastos com tragédias

A estimativa de U$350 bilhões gastos nos últimos dez anos com prejuízos causados por tragédias naturais inclui o custeio de programas de assistência a desastres, seguro agrícola e perdas por inundações.

Segundo o GAO, esse total ainda não contabiliza as consequências dos três grandes furacões deste ano, Harvey, Irma e Maria, nem as do incêndio florestal na Califórnia, que deve ser o mais caro na história do país.

O relatório diz que os impactos fiscais causados pelas mudanças climáticas variam conforme a região. No Sudeste, onde está a Flórida e o Texas, o maior impacto será nas áreas costeiras, devido a possíveis inundações por tempestades e à elevação do nível do mar. O Centro-Oeste sofrerá impacto agrícola e a Costa Oeste, os gastos para contornar os efeitos da seca, calor e incêndios.

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