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Secretário nacional de Segurança critica turismo em áreas como a Rocinha

30 de novembro de -0001
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O secretário nacional de Segurança Pública, general de divisão Carlos Alberto dos Santos Cruz, lamentou hoje (25) a morte da turista espanhola Maria Esperanza Jimenez Ruiz, de 67 anos, mas afirmou que é preciso verificar as circunstâncias em que ocorreu a morte. A turista morreu após ser atingida por tiro disparado por um tenente da Polícia Militar do Rio de Janeiro na segunda-feira (23) na Favela da Rocinha, na zona sul da capital fluminense. Apesar de ter tido liberdade provisória concedida ontem (24) pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o tenente permanece detido por causa do processo militar que corre em paralelo.

“A Rocinha é um ambiente que todos sabem que está passando por um momento de disputa territorial de facção, de conflito. Esse fato ocorreu dentro desse contexto. Não pode só analisar a ação da pessoa como se ela estivesse fora do contexto”, disse o secretário, após palestra no Clube Militar, no centro do Rio de Janeiro.

Cruz também criticou a prática de turismo em áreas de conflito como a Favela da Rocinha. “Não sei quem teve a ideia de levar a moça lá num ambiente desses, que está passando por um momento crítico”, disse o general. “É uma situação completamente anormal fazer uma atividade turística num local que está passando por uma crise como essa.”

Os donos da agência que vendeu o passeio à Rocinha para a turista espanhola e a guia turística que a acompanhou vão ser indiciados pela polícia. Segundo a titular da Delegacia de Atendimento ao Turista, Valéria Aragão, por enquanto, eles serão enquadrados no Aartigo 66 do Código de Defesa do Consumidor por terem omitido uma informação relevante aos clientes já que sabiam que o passeio naquele dia oferecia riscos. No entanto, a delegada ressaltou que as investigações continuam e que está procurando formas de responsabilizá-los por alguma infração mais grave.

Um comitê será criado para redigir novas regras para os passeios turísticos nas comunidades cariocas. Uma das exigências deve ser a  de que todos os veículos turísticos estejam sinalizados com adesivos. De acordo com o secretário estadual de Turismo, Nilo Sérgio Felix, atualmente exige-se apenas que as agências e os guias sejam cadastrados no Ministério do Turismo. A medida foi anunciada após reunião, nesta quarta-feira, na sede da Riotur, de representantes de órgãos e entidades das áreas de turismo e segurança do estado e do município do Rio de Janeiro.

*Colaborou Tâmara Freire, repórter do Radiojornalismo

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